quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

SERÁ QUE ELES AMAM AO PRÓXIMO COMO A SI MESMOS?


O protesto dos LGBTs contra o movimento Tradição, Família e Propriedade (TFP) em Curitiba deve ter deixado muita gente estupefata. Ora, mas será que a revolta tinha o simples objetivo de acabar com alguma religião? É óbvio que não.
Não sou a favor que se retire a liberdade das pessoas, desde que a dignidade dos outros seja respeitada. Em seu íntimo, qualquer um tem o direito de pensar o que quiser a respeito da homossexualidade, até porque toda luta contra qualquer tipo de preconceito enraizado em nossa sociedade é pedagógica e não se efetivará num piscar de olhos. A cada dia devemos nos educar para não termos atitudes machistas, classistas, racistas, homofóbicas, entre outros tipos de preconceitos culturalmente criados.
Eu sou cristão e me sinto bem à vontade em dizer o seguinte: alguns fiéis não se contentam em tomar as decisões para a sua vida e passam a querer julgar e decidir o rumo da vida de outras pessoas, como se, de uma hora para outra, o fato de crer em Cristo os desse o direito de se transformar em Deus. E vamos ser bem sinceros, para quem acredita no mesmo Cristo que eu, creio que hoje ele daria às mãos aos homossexuais, aos negros, aos presidiários e à todos os outros que estão deixados de lado nessa nossa sociedade de mercado e estruturalmente excludente.
O TFP defende e sempre defendeu tudo o que há de mais conversador em nossa sociedade, como o Golpe Militar de 1964. Enfim, é muito bom saber que há uma resistência enorme contra esse tipo de movimento que legitima a violência contra as ações libertadoras do ser humano. Vamos esperar que esse cristianismo seletivo - que não se movimenta quando debatemos o trabalho escravo e exploratório, a desigualdade social, a fome e outras mazelas - seja combatido. Não precisamos de mais pessoas para julgar os já excluídos, mas sim de solidariedade, justiça social e de gente que ame ao próximo (com quem quiser e da forma que quiser) como a si mesma.

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