segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Franca ganha novo síndico

"E a cidade que tem braços abertos num cartão postal,...


... com os punhos fechados pra vida real"



O novo síndico da cidade de Franca foi eleito: Alexandre Franco da Rocha.
Em primeiro lugar, o PSDB francano jamais poderá dizer que a Dilma foi fabricada, uma vez que o atual prefeito mostrou a sua força política e o seu grau de aprovação ao eleger, não o Alexandre Ferreira, mas sim o prefeito do Sidnei Rocha.
Há algumas insinuações de que o Alexandre Ferreira não terá a mesma personalidade e firmeza para exercer o governo. Contudo, esse problema não existirá, uma vez que, segundo várias fontes de informações, ele é ainda mais autoritário do que o seu atual produtor e futuro antecessor. Um novo quadro já foi criado pelo PSDB, mesmo que os opositores discordem ideologicamente do mesmo.
Essa vitória retrata o seguinte: o tucanato descobriu o caminho das pedras. Vê-se que não é demodê ganhar eleições com obras, mesmo que a saúde, as escolas, as creches, os professores, os servidores públicos e todos os outros agentes importantes na construção de uma cidade mais justa estejam abandonados. Paulo Maluf que o diga...
Ah, e falando nele... então, a melhor opção seria a Delegada Graciela? Obviamente não. E isso não se deve exclusivamente ao fato de sua proximidade com o novo parceiro político do Lula. Partindo desse princípio, tanto o Sidnei como o Alexandre já estiveram - e na verdade estão - dentro do mesmo projeto de poder que o nosso deputado procurado pela Interpool.
O governo da Graciela obviamente seria um fracasso. Não falei isso antes, pois, apesar de defender o voto nulo no segundo turno pela falta visível de alternativas que priorizassem a dignidade das pessoas, não criticava com fervor o voto-crítico na Graciela. O excesso de poder do PSDB realmente é algo preocupante.
Os problemas que a delegada Graciela enfrentaria transgrediriam o fato de não ter apoio na Câmara dos Vereadores, até porque o apoio dos vereadores sempre dependeu do interesse político de cada partido e pessoa no que se refere à tomada do poder (daí o rompimento da Graciela e de algumas divergências do PSB durante a última legislatura).
Nesse tempo de vereadora, ela não fez uma oposição que mostrasse uma concepção de cidade diferente, projetos políticos diferentes e formas de governar mais próximas da sociedade.  E o meu problema com a “doutora” não é pessoal, pois cobrei a delegada uma vez na Câmara dos Vereadores e fui muito bem tratado. Na verdade, apenas o Jepy Pereira não me recebeu muito bem, o que para mim é uma questão de honra (quero sempre estar do lado oposto desse sujeito).
Diferentemente de Gilmar Dominici, o qual teve todos os problemas que não convém falar no momento, a delegada não tem o mesmo jogo de cintura do ex-prefeito, por isso, apesar de populista, acredito que o seu governo não resistiria tão fácil aos problemas que por ventura saíssem de seu controle.
Vários outros pontos poderiam ser enumerados. Todavia, é pouco provável que nos próximos quatro anos, tenhamos algo que se aproxime de uma educação, saúde, transporte público, lazer, cultura e esporte público de qualidade. Como toda política tucana, o que é público ficará cada vez mais restrito e os poderosos (vide empresa São José) agradecerão pelo descaso. O povo continuará vivendo da caridade de quem o detesta. Enfim, nossa cidade cairá bem num cartão postal, num ótimo cenário para uma bela cidade.
Alexandre deverá cumprir bem o papel de síndico de Franca. Tomara que ele não faça pela cidade o que fez pela saúde. A resistência francana já está formada; boa parte da população não era favorável à continuidade, o que não torna o governo tucano ilegítimo e tampouco as críticas infundadas. 

sexta-feira, 6 de julho de 2012

QUEM SONHA E LUTA VOTA ALEX DUTRA – 50123



É com muita emoção que inicio a minha campanha para vereador de Franca. Todos que estiveram próximos a mim nesse processo, notaram que essa candidatura não surgiu apenas de um desejo individual, mas sim de uma construção coletiva.
Agradeço ao PSOL de Franca por ver em meu nome uma força para representar a juventude, os trabalhadores e todo o povo que sonha, luta e acredita no futuro da cidade. O meu compromisso é com essas pessoas.
Com lágrimas nos olhos e com a vontade amorosa de colaborar para um mundo mais justo, mais solidário e mais digno, agradeço a todos que lutaram comigo durante esse tempo, especialmente aos jovens, aos professores e aos trabalhadores da cidade. É por essas pessoas que resolvi fazer o enfrentamento a velha e suja política atual.
Fico muito feliz em saber que ao meu lado, terei apenas pessoas preocupadas com o futuro da cidade, que pensam muito além de asfaltos e viadutos, que estão incomodadas com o caos em que a saúde e a educação se encontram e que acreditam que não estamos fadados a viver nos inclinando aos que estão no poder beneficiando sempre a mesma minoria.
Quando eu falo Alex Dutra, não me refiro, necessariamente, a minha pessoa, mas sim a todos que acreditam em meu projeto e na construção de um mandato verdadeiramente popular na cidade de Franca. Por isso, estou disponível para discutir sobre qualquer assunto relacionado à política tanto da nossa região, como do Brasil e do mundo.
Hoje, na Câmara dos Vereadores de Franca, nenhum dos nossos representantes tem a legitimidade para falar em nome do povo. Os direitos básicos da população estão todos sucateados diante do cinismo e da arrogância dos nossos governantes. Vamos utilizar essa campanha para fazer essas e outras denúncias e, acima de tudo, mostrar ao povo que há alternativa para a cidade de Franca.
Peço aos meus amigos e simpatizantes que me ajudem durante esses meses, pois não teremos dinheiro do grande empresariado e nenhum tipo de acordo espúrio para aumentar tempo de televisão. Contudo, diante do cenário que temos hoje, com Deltas e Cachoeiras, estou confortável com essa situação. Não temos dinheiro, mas temos uma militância incansável e que não se vende.
Estou certo de que os meus votos serão todos conscientes, não apenas porque as pessoas acreditam em mim como um bem-intencionado, mas principalmente porque sabem que a nossa luta não começou durante as eleições e nem terminará depois, independentemente do resultado.
Vamos à luta e ao enfrentamento direto.
Onde tem gente lutando pelos seus direitos, tenha certeza que o PSOL está lá.

quinta-feira, 17 de maio de 2012

As greves nas universidades federais



Quando algum serviço público irá parar parcial ou totalmente devido a uma greve, é de praxe que alguns logo pensem: “pronto, me ferrei!”. Ninguém precisa achar legal fazer provas em pleno Natal ou ver o serviço de transporte público, que já é precário, praticamente parado. Esse é o pensamento individualista, típico em nossa sociedade. Os verdadeiros responsáveis pelos transtornos ocasionados pelas paralisações não são os grevistas, mas quem provocou a situação de calamidade nos serviços públicos, de tal forma que a greve se mostrou o melhor caminho a ser seguido por quem almeja melhorias e mais respeito enquanto trabalhador.
Creio que o desafio da sociedade moderna, nesse sentido, é saber olhar além desses fatos isolados e, acima de tudo, compreender de que forma devemos analisar todas essas manifestações. Para isso, devemos deixar de lado alguns dogmas que a imprensa nos coloca "goela abaixo" de forma ditatorial. Nenhum grevista faz greve por diversão. Nenhum usuário de crack usa drogas porque é “maneiro” e “descolado”. Nenhum mendigo está na rua porque acha melhor pedir dinheiro do que ser rico e ter que trabalhar. Nenhum desses e outros fatos podem ser olhados e analisados de modo isolado, sem pensar em aspectos políticos, econômicos e sociais.
Apenas seres humanos inquietos e progressistas conseguem entender a fundo essas questões, porém não como algo inexorável; digo a respeito do que precisa e deve ser mudado, simplesmente pelo fato de ser imoral. Não falo dos oprimidos pelo sistema, mas sim da imoralidade e do cinismo de quem nos rouba a humanidade através da exploração do trabalho, dos impostos mal destinados, da corrupção e de tantas outras formas de injustiças, as quais algumas vezes são amparadas pela lei (até porque a lei nem sempre é justa, daí a nosso dever cívico de sempre lutar por mudanças).
Ressalto que a imprensa, muitas vezes, dá a sua investida contra os grevistas, entrevistando os prejudicados com a paralização de algum tipo de serviço. Nesse ponto, o nosso papel seria realmente lutar para que não houvesse mais greves. Para tanto, ao invés de culpar quem resolveu protestar por melhores benefícios, deveríamos nos mobilizar para pressionar quem não está concedendo os tais, pois, na verdade, a falta de verbas tem uma única e simples explicação: a gulodice da minoria insaciável brasileira.
As greves que estão se insurgindo nas universidades federais brasileiras devem ser vistas com bons olhos por todos, principalmente pelos alunos, os quais são diretamente afetados pela exploração do professor e pelo sucateamento das universidades, cujas causas se devem a lógica neoliberal intensificada no governo Dilma, que vem promovendo diversos cortes nas verbas da educação, da saúde e de outros direitos fundamentais. Os alunos devem sempre ter em mente o seguinte: quando os seus parentes estiverem na praia e você estiver estudando, a culpa não é dos grevistas, isso se deve aos nossos governantes. No Brasil, adoramos encontrar "bodes expiatórios" quando há algum erro, por isso a impunidade dos poderosos continua, as desigualdades sociais ainda são enormes e continuamos vivendo num país rico e miserável. Tudo isso, porque não percebemos que o caos tem caráter sistêmico. Nesse sistema, a sociedade deve promover muitas lutas para conquistar o mínimo de direitos, mesmo quando estes estão previstos na Constituição.
Se o povo não luta radicalmente a favor dos seus direitos, ninguém irá concedê-los por bondade (principalmente os que estão e já estiveram no poder). Por isso, quanto mais radical formos, mais conquistaremos, por outro lado, a nossa condescendência, apenas manterá as coisas estáticas, isto é, favorecerá quem já está sendo beneficiado por todas essas mazelas. Cabe a nós, abandonar e ignorar o discurso fatalístico, pregador da "morte da história", o qual diz que "as coisas são assim e nada podemos fazer, a não ser rezar e seguir em frente". Essa ideia é desonesta, imoral e leviana. A história existe apenas porque somos capazes de modificar a nós mesmos e o mundo. Apenas quando percebermos que apenas com a nossa autonomia esse cenário será modificado, o cenário brasileiro começará a ter uma mudança substancial. Enquanto nem todos se levantaram rumo a esse objetivo, é necessário que, no mínimo, apoiem quem já se levantou, daí a necessidade de apoio às greves.
Como já dizia Paulo Freire, o mundo não é; o mundo está sendo. Diferentemente dos animais e das plantas, podemos transformar a nossa realidade, caso contrário, a história não existiria.
Um salve aos professores, funcionários e estudantes das universidades federais do nosso Brasil. Estamos com vocês!!!





quinta-feira, 22 de março de 2012

Saúde Pública em Franca: o desrespeito mora ao lado


Não precisa ser muito engajado politicamente para notar que a saúde pública de Franca se tornou um caos, e vem piorando a cada dia. Enquanto isso, os olhos do nosso prefeito e da sua base, diante desse cenário, são de puro cinismo. O Índice de Desempenho do SUS (IDSUS) foi o sexto menor do estado, e o secretário de saúde, Alexandre Ferreira – um dos pré-candidatos a prefeito do PSDB-, disse o seguinte: “Claro que ainda temos muito que melhorar, mas não considero a nota ruim”. Municípios como Bela Vista de Goiás-GO, Colinas do Sul-GO, Guaraíta-GO, Acrelândia-AC, Mucajaí-RR, entre vários outros de regiões muito mais pobres tiveram notas melhores do que a nossa; e isso não é ruim, segundo o nosso secretário. Que fique clara desde já a boa vontade do nosso secretário. Ou ele é inocente e incompetente, ou está nos fazendo de bobo descaradamente.
            Com o IDSUS de 5,24, temos uma nota pior do que várias cidades do Norte e Nordeste do Brasil, conforme foi dito acima. A cidade de Tabocas do Brejo Velho na Bahia, por exemplo, tem um PIB per capita 4 vezes menor que o de Franca e o IDSUS do município foi 6,44. O UBS do Jardim Aeroporto é o que mais sofre denúncias de maus tratos, péssimo atendimento e até mesmo de falta de atendimento (há alguns dias, a unidade que deveria funcionar 24 horas ficou sem médico). A Santa Casa, que foi entregue ao Estado de São Paulo assim que o nosso “bom administrador” assumiu a prefeitura, carece de recursos do governo estadual de seu companheiro de partido Geraldo Alckimin. São mais de oito mil pessoas na espera por cirurgias eletivas. Lembrando que todas as pessoas de baixo poder aquisitivo que dependem do SUS só podem fazer cirurgias na Santa Casa, a qual é o único hospital fornecedor desse direito em Franca.
            Uma internação de urgência num hospital já virou quase sinônimo de morte nas Três Colinas, uma vez que para conseguir ser internado é necessário que se peça uma autorização em São Paulo, o que não é nada rápido. Vale ressaltar que a UBS do Aeroporto não suporta atendimentos de pacientes graves. E tudo isso ocorre porque o Imperador de Franca, que tem sangue de democracia nas veias, deixou de administrar a Santa Casa ao assumir o coMANDO da cidade.
Aliás, esse adjetivo de bom administrador que inventaram para o nosso prefeito é totalmente infundado, principalmente no que tange a saúde pública, pois além de assumir menos responsabilidades nesse aspecto, o prefeito Sidnei Rocha conseguiu fazer com que o restinho de saúde que tinha para ele gerir piorasse ainda mais.
Alguns fatos me causam estranheza: a base do prefeito foi, em sua maioria, favorável ao aumento dos salários do prefeito, dos vereadores, do vice-prefeito e dos secretários. A mesma base lutou de todas as formas para que o viaduto com o nome da mãe do prefeito fosse construído (vale lembrar que viadutos apenas pioram o trânsito no longo e no curto prazo, a nossa obra faraônica não passará nem perto de resolver esse problema generalizado do trânsito francano).
O interessante é o seguinte: só não há verba para a saúde. Sinceramente, eu não conseguiria dormir em paz ao deitar a minha cabeça no travesseiro e saber que eu fiz a população engolir um viaduto de pelo menos 10 milhões de reais sem ao menos apresentar o projeto final do mesmo, colocar o nome da minha mãe nesse viaduto e, enquanto isso, saber que as pessoas estão morrendo nas filas dos hospitais e sofrendo maus tratos nos postos de saúde. Em meu ponto de vista, isso é crime contra a humanidade.
Não é só a saúde do Rio de Janeiro que está em crise. O desrespeito mora ao lado.
“É preciso lembrar que ninguém escolhe o ventre, a localização geográfica, a condição socioeconômica e a condição sociocultural para nascer. Nasce onde o acaso determinar. Por isso, temos que cuidar de todos aqueles que estão em todos os recantos desse país”. Aziz Ab’Saber




domingo, 22 de janeiro de 2012

Pinheirinho: a verdadeira face do governo paulista




Falar mal da Rede Globo é lindo. Dizer que não assiste BBB é sinônimo de intelectualidade. Votar no PSDB, indignar-se com a corrupção e sonhar com uma educação de qualidade é demonstrar politização. O que eu quero ver é a opinião do povo acerca do que acontece em Pinheirinho, onde os interesses de 6000 famílias estão submetidos aos interesses de Naji Nahas, um brasileiro que nasceu no Líbano e que é notoriamente um bandido outrora já investigado e preso por diversos golpes financeiros contra o Estado.
Nesse momento, o governo tucano do estado de SP mostra cada vez mais a sua face reacionária. As ações na Cracolândia, a repressão nas universidades e a invasão da PM no bairro de Pinheirinho apenas deixam claro que, além do extremo descaso com a saúde e a educação no estado mais rico do Brasil, o nosso governante é extremamente antidemocrático. Outros podem dizer: mas as rodovias são ótimas. Pode até ser verdade, mas pagamos um dos pedágios mais caros do mundo quando comparados a nossa renda, e o setor dessas concessionárias é o mais rentável do Brasil (mais que o setor industrial e o petroquímico).
Levantar bandeira a favor da democracia, dos direitos garantidos por constituição (como a moradia) e ficar calado diante dos acontecimentos em Pinheirinho, na cidade de São José dos Campos, é um tanto quanto contraditório para quem diz ter tanto interesse e compromisso com as necessidades do povo. Não é preciso muita sensibilidade para perceber que existe algo errado quando uma terra é reintegrada e entregue  às mãos de um bandido do mercado imobiliário especulativo. Desculpe-me, mas não consigo ver absolutamente nada de democrático nessa ação que fere totalmente a dignidade humana desses oprimidos, guerreiros e esfarrapados do mundo, os quais são a prova real de que o “berço da desigualdade é a desigualdade do berço”.
Aliás, o próprio Ministério Público Federal tentou intervir, o que não surtiu muito efeito. Vê-se, então, que o prefeito também tucano de São José dos Campos, não estava nem um pouco a fim de agir de forma solidária para com as famílias nesse sentido.   A Luísa, que voltou do Canadá, também não deve ter dado a mínima para o que aconteceu (se é que a nossa nova celebridade sabe da batalha que está sendo travada), assim como muitos que se omitem quando o assunto pauta os menos favorecidos. Falando na Luísa, cadê a nossa capacidade de nos mobilizar? Será que retirar aquelas famílias que há oito anos moravam em Pinheirinho e levar elas para dormir na lama, como o que está acontecendo com as mesmas (relato do site da UOL) não merece a nossa indignação? Protestamos contra os maus-tratos a animais, e quando o assunto são seres humanos ficaremos calados?
Como já dizia Paulo Freire, “A desumanização que não se verifica apenas nos que têm sua humanidade roubada, mas também, ainda que de forma diferente, nos que a roubam, é distorção da vocação do ser mais (...). Na verdade, se admitíssemos que a desumanização é vocação histórica dos homens, nada mais teríamos que fazer, a não ser adotar uma atitude cínica ou de total desespero”. Enfim, política não é horóscopo, não estamos fadados pela eterna desumanização das pessoas.  O mesmo Paulo Freire diz que ninguém nos fornece a liberdade, somos nós quem a buscamos.
Acredito que para entender o que houve em Pinheirinho, não são necessários muitos estudos, apenas o mínimo de sensibilidade. Esse fato comprova que ninguém pode negar fatores como: a presença de características ditatoriais no Brasil, a burguesia ainda é mais poderosa que o Estado (o qual, através dos partidos da ordem, presta serviço a elite), a luta de classes, a intolerância, a truculência dos policiais com trabalhadores e estudantes honestos que querem apenas liberdade, respeito e os seus direitos garantidos constitucionalmente.
Corrigindo a frase do jornalista do SBT: se nós já fomos mais inteligentes eu não sei, mas nós já fomos mais humanos. Enfim, o caso de Pinheirinho, só serviu para mostrar de que lado o governo do estado de SP sempre esteve. Não temos nenhum vestígio de que seja do lado dos professores, dos trabalhadores, dos pobres, dos viciados ou de qualquer outro cidadão que se encontra ou foi colocado à margem da sociedade.
Abaixo segue um vídeo da música POLÍCIA dos Titãs e do Sepultura:


E faço aqui também uma campanha contra o ASSASSINO.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

O VIADUTO FOI APROVADO. E AGORA?

Agora o trânsito de Franca vai continuar do mesmo jeito.

OBS.: QUERIA COLOCAR UMA FOTO DO PROJETO, MAS A MESMA NÃO FOI DIVULGADA. A FOTO QUE ESTÁ ROLANDO NAS REDES SOCIAIS É DO PROJETO ANTERIOR (CHEIO DE DEFEITOS, POR ISSO FOI MODIFICADO).  NINGUÉM SABE QUE PROJETO É ESSE, MAS MUITA GENTE TEM CERTEZA QUE O INVESTIMENTO SERÁ BOM. EM MEU VER HÁ UMA LACUNA NISSO TUDO.
Não quero ser pragmático e nem desferir gritos não condizentes com a realidade. Contudo, a solução encontrada para resolver o problema do trânsito francano está longe de ser a construção isolada de um viaduto, para o qual, a priori, será destinada, pelo menos, uma verba de nove milhões (a posteriori cabe a nós rezar), a qual será retirada do superávit da cidade relativo ao ano de 2011, lembrando que o orçamento de Franca - aprovado para o próximo ano - destinou 30 milhões para todas as obras (só para se ter uma noção da proporção do dinheiro que será gasto).
Todavia, uma pergunta ainda não foi respondida: por que o viaduto não resolverá o problema do trânsito francano? Porque a cidade não possui um planejamento urbano adequado para a mobilidade dos cidadãos. Isso não existe porque o nosso prefeito ou não teve a capacidade administrativa para tanto (o que eu acho menos provável) ou não pensa no futuro da cidade da forma como deveria (alternativa mais provável).
O desenvolvimento de uma cidade, no que tange um modelo de sociedade, está muito além do que foi (des) construído até hoje em Franca. A cidade de Curitiba – PR, por exemplo, foi reconhecida mundialmente por ter feito com que 45% dos cidadãos utilizassem o transporte público, com o valor de R$ 2,50 e aos domingos R$ 1,00. Isso quebra qualquer mito que mede o desenvolvimento de um país ou de uma cidade através da quantidade de viadutos ou de outras obras faraônicas, ainda mais num momento em que a questão ambiental está tão em evidência.
No caso de Franca, vê-se um pensamento reverso no que tange esse tipo de desenvolvimento que respeita todas as esferas políticas, econômicas e sociais. Ficou muito claro o desespero do prefeito e, algumas vezes, a falta de autocontrole de sua base para aprovar o viaduto a todo custo, antes das eleições desse ano. A prova disso foram as ofensas, a mudança no projeto, a cooptação do PSB, a mudança na quantidade mínima de votos (agora é por maioria simples para que os projetos do prefeito passem sem resistência) e a votação que ocorreu no 3º dia do ano.
Durante a sessão, falou-se muito que Franca não era mais uma currutela (palavras do vereador Jepy Pereira - PSDB). Isso não é nenhuma novidade. O fato é que o problema do trânsito francano não pode ser tratado de forma pontual. Mais uma vez fomos iludidos por quem quer encontrar soluções simples para problemas complexos. Numa democracia, a população pode pensar da forma como bem entende, mas vale dizer que se pensarmos desse modo tão restrito estaremos apenas dando margem para superfaturamentos e obras com pouca função social perto do seu custo. E esse viaduto não faz parte de um planejamento urbano. Na verdade, ninguém sabe ao certo se, nesse momento, com um planejamento adequado Franca precisaria dessa obra.
Nesse sentido, o planejamento é algo mais demorado, coisa pra quem pensa no futuro. A eleição está mais próxima, e é nela que os “nossos” vereadores (ou vereadores do prefeito) resolveram pensar. Veja a vereadora Graciela (opositora do prefeito), a qual é contra a construção, mas votou a favor para satisfazer os presentes na Câmara dos Vereadores num golpe de puro populismo. Dos que estavam presentes, a maioria era idosos. O J. P. fez questão de chamar algumas pessoas nas redes sociais. O J. P. é advogado de idosos. Opa! Deixa para lá... cada um tire as suas conclusões. Ele foi advogado do meu avô e até hoje manda cartão de aniversário ao meu velho, o problema é que o ele morreu há quase quatro anos. Logo o meu velhinho que carregava com ele a certeza da consideração do J. P.. Talvez seja porque ele cobrou a quantia de apenas 30% sobre a aposentadoria que foi resgatada.
Todos devem respeitar o que a população deseja. Contudo, a foto que foi divulgada na internet se refere ao projeto antigo (projeto extremamente mal feito que o prefeito queria fazer todos engolirem de forma repentina e inconsequente, mostrando, assim, a consideração do nosso “ótimo administrador” para com o seu povo), projeto este que foi, inclusive, criticado pelos vereadores do PSB, os quais, finalmente, apesar de preferirem outras medidas, foram cooptados pelo PSDB para que a obra saísse o mais rápido possível. E o projeto novo? Este está escondido em algum lugar. Por incrível que pareça, ainda não divulgaram como será a obra para a população. Eu e outras pessoas favoráveis ou não a construção do viaduto que estiveram presentes terça-feira na Câmara, atendendo, respeitosamente, o pedido do vereador Jepy Pereira (que não convidou a população para participar quando o mesmo aprovou junto com os seus companheiros de partido o aumento dos salários dos vereadores a toque de caixa), não tivemos acesso ao novo projeto do viaduto que vai ser construído, numa jogada altamente antidemocrática e oportunista.
Percebe-se que, pelo visto, ainda não é démodé ganhar eleições com obras. É inquestionável que a obra melhorará o fluxo de carros naquele ponto. Como uma medida pontual imediata, não tenho nada a acrescentar além da obviedade. Agora, quem pensa no nosso futuro? Pelo visto, não são os nossos governantes. A base do prefeito votou a favor do aumento dos salários (vereadores, prefeito, vice-prefeito e secretários), havia boatos de que queria aumentar o número de cadeiras (o que não foi possível graças à pressão popular), votou contra as melhorias no transporte público, votou contra os professores quando os mesmos lotaram a Câmara e agora quer usar mais uma vez do dinheiro público para o favorecimento nas eleições do próximo ano.
Ainda acredito que Franca pode muito mais. Estamos longe de ser um modelo de sociedade. Medidas como essas observadas na Câmara dos Vereadores ajudaram a eleger muitos governos totalitários ao redor do mundo. O trio Sidnei Rocha – Jepy Pereira – Marcelo Valim não aceita ser questionado. Para quem crê na democracia isso é repugnante.
A saída mais democrática para os problemas do trânsito francano é o investimento em transporte público. Isso sim beneficiaria toda a população (quem usa e quem não usa), apesar de não ser tão notório no aspecto eleitoral. Nesse sentido, os vereadores tucanos foram totalmente contrários no momento de votar melhorias no transporte coletivo, monopolizado por uma empresa que tem antigas e suspeitas ligações com o prefeito.
Franca pode muito mais.

Como não tem foto do projeto, deixo uma foto do busão de Franca: