segunda-feira, 31 de outubro de 2011

O domingo. O dia comum. O fumo. O vazio. O tédio. A vida.

...sempre há um lugar melhor que o nada, porque é sempre melhor que estejamos em algum lugar...



Domingão. Um despertar pouco antes do almoço. Um almoço na casa da vó para quem não é vó ou na casa da mãe para quem não é vó, não tem vó e não tem que almoçar na casa da sogra. Um jornal. Fofocas. Outro cochilo no meio da tarde. Um cigarro. Um café e um pão com manteiga. Cerveja. O medo do próximo dia. Um retrato antigo na estante da sala. Lembranças. Pessoas que se foram. Nostalgia. Chegou visita. Visita indesejável. Visita desejável. Pensamento empreendedor. Oportunidades perdidas. Outra página do jornal da cidade. É sempre bom ver os classificados mesmo sabendo que não irá comprar nada. Talvez até ligue para um dos anunciantes. Coluna social. Preocupação com a vida dos outros. Tragédias – mortos e feridos. Outro cigarro. Mais uma cerveja que sobrou da noite de sábado (ah se fosse sábado!). O problema é que amanhã é segunda. Tédio.
O tempo é tão cruel que não tem como lembrar se durante a infância eu diferenciava os dias da semana. Estranho. É muita inocência não saber diferenciar o domingo dos outros dias. Ou ser inocente é acreditar que o domingo é um dia diferente? (“crianças fazem perguntas sobre tudo, mas nem todas as respostas cabem num adulto”). Não há motivos para haver tédio, afinal. Isso apenas porque os ponteiros do relógio estão andando – a única razão para não ficar parado (que deveria ser a suficiente).
O tédio é a miséria da vida. Deveríamos nos culpar por estarmos entediados.
Durante o seu tédio, pessoas precisam de um abraço.
Durante o seu tédio, muitos filmes ainda não foram vistos.
Durante o seu tédio, alguns livros deixam de ser lidos.
Durante o seu tédio, há protestos parados que por outros entediados poderiam ser mobilizados.
Durante o seu tédio, a sua voz pode ser o remédio para alguém.
Durante o seu tédio, você espera algo que nem você sabe o que é. E como eu digo em alguns dos meus versos, “quem vive sempre a espera de algo ou alguém, simplesmente corre o risco de esperar eternamente”.
Durante o seu tédio, a vida passa. A vida que se diz tão curta. A vida da qual você não quer abrir mão. A vida que só precisa ser vivida.
O tédio é um vazio. E um vazio pode e precisa ser preenchido. E se você se transborda, não cometa desperdícios. Sentimentos bons não podem ser restos. Divida-os com outras pessoas.
Dentro de um domingo pode haver um sábado. Dentro de um livro pode haver uma ideia. Dentro de uma música pode haver uma esperança. Dentro de uma cerveja pode haver um diálogo. Dentro de um cigarro pode haver uma paz. Dentro de um vazio pode haver um tédio, ou pode haver a vida.

Hoje, o vídeo é dos Paralamas do Sucesso (Soldado da Paz):
E o bom de viver é estar vivo
            Ter irmãos, ter amigos
            Vivendo em paz, prontos pra lutar"

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

VIVA A DITADURA DA MAIORIA! ABAIXO A DEMOCRACIA DA MINORIA!



O livre mercado, que é o princípio básico do Capitalismo, trata-se de algo legitimado frente ao conceito de democracia, cuja definição vem sendo explicitamente deturpada no cenário atual. Quando os preceitos dos primeiros pensadores liberais foram expostos, o equilíbrio natural da economia parecia a forma mais justa de se governar para o bem da maioria. Nesse contexto, a democratização dos direitos sociais dos cidadãos foi deixada de lado e a ideia da livre iniciativa passou a soar como a forma mais doce de dizer que uma nação usufrui a tão falada e desejada liberdade.
O assunto que será tratado hoje é acerca da ilusão do Estado Mínimo. De forma bastante simplificada e enxuta, o Estado Mínimo é uma resposta ao serviço público precário que é prestado hoje pelos órgãos e instituições governamentais. Nesse sentido, o Estado deixa de ser interventor e passa a ser apenas regulador. Os defensores dessa tese julgam o Estado como sendo demasiadamente ineficiente para atender as demandas da sociedade. Sendo assim, eles enxergam nas privatizações a solução para que os serviços sejam prestados de forma mais inovadora e eficiente.
A priori parece que tudo está certo e que não há nada a ser questionado. Ao invés do Estado investir dinheiro inadequadamente e movimentar ainda mais a máquina da corrupção – presença constante em entidades do primeiro setor (público) –, a iniciativa privada faz o que seria o papel do governo. O grande problema é que o equilíbrio e a justiça prevista pelos pensadores liberais não foram alcançados. Muito pelo contrário, é visível que quanto mais liberdade o mercado tem, mais injustiças sociais ocorrem (vale lembrar que estou falando apenas da liberdade de mercado).
Todos sabem que, hoje, o poder não está nas mãos dos governantes e nem dos seus partidos, mas sim dos latifundiários e das corporações. Isso ocorre porque a desigualdade intrínseca ao Capitalismo fez com que o mercado se colocasse acima de qualquer outra coisa do mundo, inclusive do governo. Percebe-se, então, que um Estado Regulamentador é, acima de tudo, um estado onde os direitos dos cidadãos são privatizados. Assim, a saúde, a educação, o meio ambiente, entre outras coisas viram objetos de especulação para o mercado capitalista (vide Brasil, que gasta por volta de 40% do PIB para sanar juros e amortizações da dívida pública).
Por esse motivo, pensar num Estado apenas regulamentando a economia e a sociedade não parece uma forma eficiente de democratizar um país, uma vez que, se o mercado aumentar o seu poder no cenário político, o Estado se fragilizará ainda mais e, assim, ficaremos totalmente nas mãos da iniciativa privada, a qual não tem outro objetivo que não seja o crescimento do seu lucro de forma exponencial. Desse modo, a barbárie se instala e a luta de classes, que alguns estão convictos que se extinguiu, vem à tona.
Vale pensar então de forma lógica: o setor privado jamais representará os interesses da coletividade, pois o princípio básico da economia é que uma alta demanda caminha junto com o aumento dos preços. Nesse ponto, ao privatizar os nossos direitos, a exclusão já é uma consequência imediata. Seguindo nessa lógica, um Estado democrático é aonde o governo se dá através do povo e segundo a vontade da maioria. Desse modo, a solução é clara: só haverá a democracia quando o povo tomar o poder. Quando o povo de Atenas definiu a palavra democracia eles estavam corretos em dizer que o governo deveria ser do povo.  Em contrapartida, o nosso erro é acreditar que esse sistema político institucional é democrático. O nosso Estado não é eficiente porque não é democrático. Um grande exemplo disso é o Código Florestal, reprovado por 80% da população e aprovado pelos nossos deputados.
        Sendo assim, não há mal algum em pensar num Estado interventor, desde que esse Estado seja representado pelo povo, ou melhor, seja verdadeiramente democrático. Enquanto não emanciparmos a população para que ela participe ativamente do contexto político, não há a menor chance de vivermos numa real democracia. Essa ideia de que o Estado só é importante para salvar os bancos em momentos de crise, como tem acontecido ultimamente, acho que historicamente mostrou-se ineficiente, principalmente para os pobres do Brasil e do mundo, que são os primeiros a perder os seus direitos quando surge uma crise, o que é muito comum e natural no mercado cíclico capitalista.


ESTADO VIOLÊNCIA (TITÃS), ÓTIMA MÚSICA PARA REFLETIR SOBRE O PAPEL DO ESTADO ATUAL:

"Sinto no meu corpo
A dor que angustia
A lei ao meu redor
A lei que eu não queria...


Estado Violência
Estado Hipocrisia
A lei não é minha
A lei que eu não queria..."


segunda-feira, 17 de outubro de 2011

De Vinícius de Moraes: "O dia da criação"

Essa semana estou sem texto pronto, por isso vou deixar um poema do Vinícius de Moraes que eu gosto bastante, em homenagem ao sábado que tive com os meus grandes amigos.


I

Hoje é sábado, amanhã é domingo
A vida vem em ondas, como o mar
Os bondes andam em cima dos trilhos
E Nosso Senhor Jesus Cristo morreu na cruz para nos salvar.

Hoje é sábado, amanhã é domingo
Não há nada como o tempo para passar
Foi muita bondade de Nosso Senhor Jesus Cristo
Mas por via das dúvidas livrai-nos meu Deus de todo mal.


Hoje é sábado, amanhã é domingo
Amanhã não gosta de ver ninguém bem
Hoje é que é o dia do presente
O dia é sábado.


Impossível fugir a essa dura realidade
Neste momento todos os bares estão repletos de homens vazios
Todos os namorados estão de mãos entrelaçadas
Todos os maridos estão funcionando regularmente
Todas as mulheres estão atentas
Porque hoje é sábado.


II


Neste momento há um casamento
Porque hoje é sábado
Hoje há um divórcio e um violamento
Porque hoje é sábado
Há um rico que se mata
Porque hoje é sábado
Há um incesto e uma regata
Porque hoje é sábado
Há um espetáculo de gala
Porque hoje é sábado
Há uma mulher que apanha e cala
Porque hoje é sábado
Há um renovar-se de esperanças
Porque hoje é sábado
Há uma profunda discordância
Porque hoje é sábado
Há um sedutor que tomba morto
Porque hoje é sábado
Há um grande espírito-de-porco
Porque hoje é sábado
Há uma mulher que vira homem
Porque hoje é sábado
Há criançinhas que não comem
Porque hoje é sábado
Há um piquenique de políticos
Porque hoje é sábado
Há um grande acréscimo de sífilis
Porque hoje é sábado
Há um ariano e uma mulata
Porque hoje é sábado
Há uma tensão inusitada
Porque hoje é sábado
Há adolescências seminuas
Porque hoje é sábado
Há um vampiro pelas ruas
Porque hoje é sábado
Há um grande aumento no consumo
Porque hoje é sábado
Há um noivo louco de ciúmes
Porque hoje é sábado
Há um garden-party na cadeia
Porque hoje é sábado
Há uma impassível lua cheia
Porque hoje é sábado
Há damas de todas as classes
Porque hoje é sábado
Umas difíceis, outras fáceis
Porque hoje é sábado
Há um beber e um dar sem conta
Porque hoje é sábado
Há uma infeliz que vai de tonta
Porque hoje é sábado
Há um padre passeando à paisana
Porque hoje é sábado
Há um frenesi de dar banana
Porque hoje é sábado
Há a sensação angustiante
Porque hoje é sábado
De uma mulher dentro de um homem
Porque hoje é sábado
Há uma comemoração fantástica
Porque hoje é sábado
Da primeira cirurgia plástica
Porque hoje é sábado
E dando os trâmites por findos
Porque hoje é sábado
Há a perspectiva do domingo
Porque hoje é sábado


III

Por todas essas razões deverias ter sido riscado do Livro das Origens,
ó Sexto Dia da Criação.
De fato, depois da Ouverture do Fiat e da divisão de luzes e trevas
E depois, da separação das águas, e depois, da fecundação da terra
E depois, da gênese dos peixes e das aves e dos animais da terra
Melhor fora que o Senhor das Esferas tivesse descansado.
Na verdade, o homem não era necessário
Nem tu, mulher, ser vegetal, dona do abismo, que queres como
as plantas, imovelmente e nunca saciada
Tu que carregas no meio de ti o vórtice supremo da paixão.
Mal procedeu o Senhor em não descansar durante os dois últimos dias
Trinta séculos lutou a humanidade pela semana inglesa
Descansasse o Senhor e simplesmente não existiríamos
Seríamos talvez pólos infinitamente pequenos de partículas cósmicas
em queda invisível na
terra.
Não viveríamos da degola dos animais e da asfixia dos peixes
Não seríamos paridos em dor nem suaríamos o pão nosso de cada dia
Não sofreríamos males de amor nem desejaríamos a mulher do próximo
Não teríamos escola, serviço militar, casamento civil, imposto sobre a renda
e missa de
sétimo dia.
Seria a indizível beleza e harmonia do plano verde das terras e das
águas em núpcias
A paz e o poder maior das plantas e dos astros em colóquio
A pureza maior do instinto dos peixes, das aves e dos animais em [cópula.
Ao revés, precisamos ser lógicos, freqüentemente dogmáticos
Precisamos encarar o problema das colocações morais e estéticas
Ser sociais, cultivar hábitos, rir sem vontade e até praticar amor sem vontade
Tudo isso porque o Senhor cismou em não descansar no Sexto Dia e [sim no Sétimo
E para não ficar com as vastas mãos abanando
Resolveu fazer o homem à sua imagem e semelhança
Possivelmente, isto é, muito provavelmente
Porque era sábado.




VÍDEO DE HOJE (aos meus amigos):

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

"Os verdadeiros heróis são os guerreiros da vida"


É notório que, hoje, o auge da bondade é a pena, a caridade, a assistência aos necessitados. Acho interessante essa questão da compaixão. Contudo, poucos presam pela transformação estrutural da sociedade. É muito mais tocante o fato de ficar vendo durante duas horas no programa do Gugu, ele dar uma casa a uma família necessitada, como se isso fosse resolver o problema principal da família que recebe a casa, que é exclusão social.
Todos devem estar se perguntando: a transformação não é muito complicada? Não discordo de quem pensa assim e é por esse motivo que poucos se interessam pela mudança. Quem quiser mudar a sua vida e a dos outros de alguma forma, certamente, sofrerá sérios preconceitos de pessoas próximas e distantes, ou melhor, da sociedade como um todo, a qual é extremamente manipulada e oprimida. Será então que vale a pena ir à luta? Como já dizia um verso famoso do poeta Fernando Pessoa: “tudo vale a pena se a alma não é pequena”.
As lutas pelos direitos das pessoas pobres, fazer com que o mundo seja mais igual, mais justo e mais solidário não são feitorias simples. Nessa guerra, todos devem ter objetivos mais ambiciosos do que qualquer outro que esteja contido nos pressupostos de sucesso do mundo capitalista. É muito mais difícil do que ficar rico, mais difícil do que ser famoso, mais difícil do que ter status, porém é a utopia mais magnífica, o sonho mais profundo e humano que um mortal pode ter é lutar por seus semelhantes, sem pensar em obter nada em troca, a não ser o sorriso e a satisfação de todos.
Como diz uma música do grupo “O Rappa”, “os verdadeiros heróis são os guerreiros da vida”. Portanto, ninguém pode encarar essas batalhas com o desejo de se tornar herói, mas sim de se recolher a pequenez do ser humano para perceber que a miséria só existe porque há pessoas que não reconhecem a nossa igualdade, pois todas as nossas vaidades vieram da terra e para lá voltarão.
Para você, que idealiza um mundo melhor: seja um herói verdadeiro, um herói das pequenas causas, um herói do cotidiano, um herói da família, um herói que perdeu várias batalhas por lutar pelas causas excessivamente humanas, um herói que lutou desacreditado contra males históricos, enfim um herói que nunca pensou em ser herói e que até lutou contra falsos heróis. Há tanta gente sonhando em ser um Eike Batista, ou melhor, em ser um herói das conquistas individuais. Pura mesquinharia!
E enquanto isso...

O Bono Vox uma vez fez um pedido a todos os líderes mundiais ao falar do homem que os EUA colocaram na lua: “não por o homem na lua, e sim trazer a humanidade toda de volta para a Terra”.
Não precisamos de heróis que implantam políticas assistencialistas ou que façam revoluções econômicas, nem de heróis que multiplicam as suas riquezas a todo segundo. Estamos todos carentes e sabemos disso. Precisamos de um pouco de humanismo em nossas vidas, não apenas de pena, de dó e de caridade. Estão faltando heróis que tragam com eles os anseios de toda a humanidade, que lutem pelos humanos, para os humanos e com os humanos. Enfim, precisamos da mudança e apenas nós podemos ser essa mudança, quiçá os últimos a terem a oportunidade de salvar o mundo desse estado de quase barbárie.
O vídeo de hoje é da música (ou hino) IMAGINE, do Jonh Lennon:


segunda-feira, 3 de outubro de 2011

"A juvetude é uma banda numa propaganda de refrigerantes"


A seguinte frase soa bem aos ouvidos de todos: “vivemos num mundo pós-moderno”. E o que seria necessariamente esse mundo? Como são as pessoas que residem nesse planeta no tal momento? O pós-modernismo significa evolução?
A superficialidade das relações humanas ultrapassa todas as fronteiras. Desde cedo, somos educados a pensar de forma programada. Não acreditamos no ser humano, na essência da vida. Acreditamos na propaganda. A propaganda é a alma do negócio. Quase tudo é um negócio no mundo pós-moderno. Logo, a propaganda é a alma de quase tudo. Temos que nos aparecer, dizer que somos bons em algo, enfim o “marketing pessoal” é fundamental. Somos produtos. As pessoas são produtos. Cada uma com seu ciclo de vida, mas sempre nos relacionamos por algum interesse.
Não tem como negar que estamos todos perdidos no sentido existencial. Se isso é falta de fé, de atitude, de vontade ou de qualquer outra coisa, cabe a cada um definir. A única coisa que faz sentido na pós-modernidade é estudar para trabalhar e trabalhar para ganhar dinheiro. Esse é o objetivo principal de todas as pessoas. Estamos em escassez de ideologias. Mas ideologias que vêm de dentro pra fora, porque de fora pra dentro muitas vezes é manipulação, é a propaganda que foi citada de antemão.
A conquista de bens e prestígio é algo determinístico na vida de todos. Comumente ouvimos alguém dizer: “o meu foco agora é a minha carreira”. Ou melhor, o objetivo das pessoas passou a ser apenas a conquista por um lugar no mercado. E todos aplaudem isso. Quanto mais você trabalha, quanto mais você recebe, quanto mais prestígio você tem, melhor você é. Por isso, não há tempo para ficar parado. Afinal, assim como a sua cabeça, o tempo também não para. Enfim, os instantes de reflexão sobre a nossa vida são raros. Por isso, esta perde cada vez mais o sentido.
E a cidadania? E a vida em comunhão? E a família? E os amigos de longa data?
Não vamos deixar a vida passar sem conversar com quem a gente quer conversar, sem fazer o que a gente acha justo fazer, sem amar incondicionalmente a todos. A comunicação é algo que foi bastante facilitado, ultrapassamos todos os limites geográficos para conversar com quem quisermos. Em contrapartida, nos conhecemos cada vez menos. Conhecemos cada vez menos profundamente as pessoas.
Somos superficiais porque nos rotularam. A propaganda é cada vez mais perversa e vem disseminando tudo que há de mais mesquinho no ser humano. Por isso, acreditamos que estamos no caminho correto. Contudo, deixamos de viver o que há de mais puro no ser humano: o AMOR. E a juventude é quem deve dispor dessa energia. Que tal nos amarmos um pouco mais? Ou seremos um motor para o amor, ou nos contentaremos apenas em sermos “uma banda numa propaganda de refrigerantes”.
Fica aqui um vídeo da magnífica banda Engenheiros do Hawaii; "Muros e Grades", uma canção com um conteúdo muito forte e atual: