quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Saudade



Ainda me lembro dos Natais que se passaram
Na inocência, uma criança, e a fantasia de que eu sempre teria tudo
Ah que saudade dos tempos que não me faltava ninguém
Ah que saudade de abraçar todos os meus velhinhos
Ah que saudade da infinidade de presentes
Onde tudo era tão claro e sem ansiedades
Eu notava mais nas luzes e as luzes me iluminavam com maior intensidade
Eu tinha um breve suspiro, um olhar tão mais crítico
Que eu sabia até distinguir o certo do errado
Toda dicotomia era clara
Todo ardor era visão
Hoje, a vida me traz sempre mais, eu posso ter sempre mais
Mas é que antes não me faltava nada
Eu posso até agir com um pouco de ingratidão
Não é que seja drama e nem falta de aceitação
É que me falta... É verdade, me falta
Tão com mais coisas e mais incompleto
É Natal tudo bem, vou estar perto de tantos amados
Só que o problema é que eu perdi a cor de acreditar em Papai Noel
Que saudade dos bons velhinhos!