segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Submergidos


Eles caminharam bêbados pela rua, atravessaram o semáforo apenas com um pé de um tênis recém-comprado.
Viram três assaltantes que estavam dormindo e correram até o ponto de ônibus.
Foram embora para a casa e não acreditaram que aquilo não era um sonho:
Eles beberam a lua e ao acordar beberam o Sol.

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Os lírios dos campos que eu pisei...


Os campos que eu pisei permaneciam elusivos. Logo, a posse sobre os mesmos foi tranqüila. Os arroios largos saciaram a minha sede.
Então, eu bebi água pura.
Eu brinquei de esconde-esconde no porão. Do lado esquerdo da selvageria. Era tão bom estar ali! Até que um dia a selva urbana me levou ao topo do arranha-céu. Eu veria tudo lá de cima. Não obstante, as paisagens eram mais claras da montanha, a qual não estava perto do céu cinza. Eis aí uma tese bucolista. E não é pra menos, deve-se demarcar as terras indígenas.
Na verdade, o lugar que me prendeu sempre foi o meu jazigo. Os lírios lá do topo ainda tinham que purificar a minha alma, antes do repouso. Mas de lá eu trouxe apenas um pote de terra vermelha. Vide mitologia mineira. Será que eu sou tão antiquado?

É que aqui as flores se incendeiam no verão.