segunda-feira, 12 de abril de 2010

Sobre a lua está o Sol e sob as pedras está a esperança



Talvez a modernidade leve a gente a selva e então encontramos os leões presos nas nossas cabeças, os quais estão refugiados dos princípios sociais outrora concedidos por meio de uma criação. E se existe criação quer dizer que existe um criador, enquanto isso as criaturas se divergem, mas a convergência não existiu em nenhum momento, mesmo com o sacrifício de quem se mostrava firme de uma forma bastante peculiar e única.
Então, por que será que a gente cruza o rio atrás de água? Da mesma forma que a gente se esconde com medo de uma nuvem. Então erguemos muros que nos dão a garantia de que morreremos cheios de uma vida tão vazia. A superfície de um silêncio pode falar em um futuro que foi trancado pela supremacia.
Talvez o ato de procrastinar um sonho que já sonhou, faz-nos perceber que fazem da vida um belo teatro no qual são vistos valores sórdidos e promessas levianas. E em todo teatro há ensaios, contudo, se eu não falo de felicidade não é porque eu não gosto de felicidade é que “nada” ainda não tem tradução, por essa razão os leões têm total dominância sobre a selva de pedras.
As juras de vida e os 1000 destinos na esquina, atrás da casa daquela criança, fazem com que ela perceba antes do tempo que a mata virgem tem madeira de lei. Só que a madeira existe pra ser devastada e a lei existe para regulamentar a melhor forma de vender a alma. Ah, e ele cresce com medo de sentir, de falar e de dormir o sono eterno.
E pra que tanto medo? Basta ele escutar o som e dançar ao som de B. B. King.