sexta-feira, 17 de julho de 2009

Homenagem ao vô Ademar


Há mais de um ano se foi o Ademarzinho... a saudade parece aumentar a cada dia. Parece que a dor da angústia de não poder admirar o seu sorriso e a sua paz jamais passará. Contudo, nos erguemos e caminhamos apoiados na felicidade e na gratidão de ter como exemplo uma pessoa tão singular, que amava incondicionalmente a família, os amigos, os conhecidos e até os desconhecidos. O seu amor estará presente durante toda eternidade nos corações de quem o ama, a sua humildade e o seu espírito de um homem batalhador que tem a doçura de uma criança contiuará sendo o motivo para que o senhor seja sempre o nosso herói.

Demarzinho,
sempre guardarei o seu amor e para com os outros o seu carinho
ainda lembro das “cuquinhas”
da paz do seu olhar, das suas pampinhas
e quando olhar para sua mesa de sinuca
nós vamos ficar tristes, o Teco-Teco, o Luca

Demarzinho,
homem simples, humilde, que veio a nós servir de exemplo
fez de um rancho o seu templo
e da horta sua diversão
fez quem o conhecia acreditar que não havia mais pureza do que naquele coração

Demarzinho,
a vovó ficar tristinha, vai sentir muita saudade
a gente vai cuidar dela direitinho
mas para falar a verdade, acho que não conseguiremos dar a ela o mesmo carinho
que foi dado pelo “mais bom” velhinho

Demarzinho,
o senhor só nos trouxe felicidade
agora vai deixar muita saudade
ao lembrar das suas manias, do chá, da rapadura
não vai ter como não bater uma amargura
e no peito uma loucura pedindo para te ver novamente
e olhar, tocar, abraçar quem sempre fez tanto bem para gente

Demarzinho
o senhor não vai presenciar minha formatura
mas eu sei que agora está nas alturas
meu anjo, meu velho, minha alma
sempre lembrarei da sua voz, da sua calma

Demarzinho,
o homem que acordava cedinho
para cuidar das plantinhas, para ficar na construção
foi-se então, tão rapidinho
antes que eu criasse aceitação
mas fica no peito uma imensa admiração
e no seu ranchinho uma invisível solidão
porque vai faltar alguém para cuidar da plantação

Demarzinho
o qual sempre fez tanta caridade
lutou, sofreu, venceu, foi forte de verdade
uma pessoa simples, na qual nunca faltou personalidade
e mesmo após fechar os olhos foi o reflexo da bondade
pois seu coração bate no peito de outro alguém
e sua visão faz quatro verem mais além

Demarzinho,
você foi embora, você foi embora
o que a gente faz sem o senhor agora?
se não está entre nós o Ademar
o vovô, o pai, o marido, o amigo
e como farei para aceitar?
se não vai mais conversar comigo
e com todos os entes queridos seus
mas eu sei, eu sei que isso não é um adeus